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criado por Claudia Giron
12:45:10 
Achei legal essa matéria porque menciona a influência da mídia no caso. Foi a única notícia coerente que li durante todo o processo do caso Isabella.
Fonte: Uol Notícias
O sorriso de Isabella assombra o Brasil, diz uma crônica publicada na tarde de quarta-feira no site do jornal francês Le Monde.
O texto, assinado pelo jornalista Jean-Pierre Langellier, diz que há várias semanas o Brasil parece "assombrado pelo sorriso de Isabella, assim como ficou a Inglaterra há um ano pelo sorriso da pequena Madeleine McCann, que desapareceu em Portugal e até hoje não foi localizada".
"O anúncio do crime provocou uma verdadeira comoção social em um país que bate os recordes de violência com 50 mil homicídios por ano", diz o diário francês.
A crônica busca explicar as razões pelas quais a história suscita tanta emoção do público e afirma que a principal delas está no fato de seus protagonistas "pertencerem a uma família de classe média, com a qual inúmeros brasileiros podem facilmente se identificar".
"(O interesse do público) É também em parte pelo fato do casal, que nega envolvimento na morte da menina, ter conseguido ficar solto durante várias semanas até ser preso no dia 8 de maio e ter concordado em dar uma longa entrevista a um programa de televisão de grande audiência".
Fermento
E é na mídia, afirma a crônica, que reside "o fermento para excitação popular".
"Os meios de comunicação alimentaram um clima de frenesi em torno do assunto. Para sua cobertura, a Rede Globo, maior do país, mobilizou em permanência 15 equipes de repórteres e cinegrafistas, três veículos de transmissão ao vivo e um helicóptero."
"O próprio presidente Lula ficou um pouco preocupado com tamanha atenção da mídia, a seus olhos, excessivos. Ao pedir prudência, Lula pediu que o casal não seja declarado culpado antes de ser julgado".
Jean-Pierre Langellier cita dados do ministério da Saúde, segundo os quais a cada dez horas uma criança com menos de 14 anos é assassinada no Brasil. Parte dessas mortes acontece dentro do contexto familiar, dizem as estatísticas.
"O caso Isabella dá aos brasileiros a ocasião de refletir sobre as causas dessa violência e aos meios de reduzi-la."
Especialistas ouvidos por Langellier afirmaram que além de seus principais motivos, como pobreza e dilaceramento familiar, "a violência dentro das casas faz parte da cultura brasileira".
"O castigo corporal continua, para muitos pais, um método pedagógico eficaz e legítimo. A duração da escravidão no Brasil - de mais de três séculos - e o caráter tardio de sua abolição (1888) desempenham também um papel na permanência dessa prática."

criado por Claudia Giron
12:35:45 
Seminário “Direções Por um Novo Caminho na Teledramaturgia”
Teatro SESC Anchieta – Dias 10 e 11 de junho de 2008
No Brasil, a história da teledramaturgia e da televisão se confundem. Ainda que sinônimo de novela, existem muitos caminhos para o gênero. Com o intuito de discutir a teledramaturgia brasileira, seus rumos e possibilidades, o SESCTV realiza nos dias 10 e 11 de junho o seminário “Direções por um novo caminho na teledramaturgia”. Estudiosos, críticos, diretores, roteiristas e outros profissionais apresentam sua visão sobre o futuro da teledramaturgia no País. Presenças confirmadas de Lauro César Muniz, Vida Alves, Álvaro de Moya, César Rodrigues, Maria Aparecida Baccega, Sebastião Milaré, Éder Santos, Pedro Vieira, Gabriel Priolli, Rodrigo Castilho, Margareth Boury, André Garolli, Bete Dorgam, Débora Dubois, Eduardo Tolentino, Maucir Campanholi, Rodolfo Garcia Vazquez e Samir Yazbek.
Seminário “Direções por um novo caminho na teledramaturgia”
Dias 10 e 11 de junho de 2008.
Terça e quarta, das 10h às 18h.
Inscrições no SESC Consolação a partir do dia 26 de maio.
Como se inscrever:
Pessoalmente na Central de Atendimento do SESC Consolação (1º andar).
Horário de atendimento: segunda a sexta, das 9h às 21h, sábados, das 9h às 17h.
Mais informações: email: conferencia@consolacao.sescsp.org.br Telefone: (11) 3234-3054
Preços: R$ 10,00 (trabalhador no comércio de bens e serviços matriculado e dependentes); R$ 20,00 (usuário matriculado); e R$ 40,00 (outros).
Teatro SESC Anchieta do SESC Consolação
Rua Dr. Vila Nova, 245
Tel: 3234-3000

criado por Claudia Giron
11:27:21
Desde sua criação, a televisão causa polêmicas. Que tipo de contribuição ela traz à sociedade?
Existem diversos estudos sobre o assunto e, em geral, são extremistas.
Uma das críticas mais comuns a esse veículo de comunicação é a de que a tevê acomoda seus telespectadores, ao despejar informações prontas. Também é verdade que a sociedade sofre uma grande influência e muitas crianças aprendem a criar referências por meio dessa mídia. Mas será que a televisão tem sido tão prejudicial ao desenvolvimento humano?
O que em parte justifica tantos conflitos de opinião é que a televisão é extremamente complexa. Existem diversos tipos de linhas de análise quando tratamos de sua qualidade, o que permite estudá-la de muitas maneiras: por meio da tecnologia, como difusora de informação e conhecimento, referência na educação, pela programação, por influência social, produto cultural, etc. Em todas essas áreas é fácil encontrar pontos positivos e negativos.
O cientista político italiano Giovanni Sartori escreveu o livro “Homo videns”, utilizando uma linguagem de protesto contra a televisão. Ele alega que a tevê causa uma imbecialização, prejudicando o raciocínio e a inteligência. Suas previsões de catástrofe midíática não se restringiram apenas à tevê, mas também alcançaram a Internet e as plataformas multimídias. Porém, as idéias expressas no livro receberam duras críticas de jornais e especialistas da área. Seria um protesto preconceituoso ou um alerta pessimista?
Se por um lado a televisão é um meio que transmite informações prontas, por outro pode produzir obras culturais e programas com excelente qualidade de conteúdo.
O escritor Arlindo Machado rebate manifestações como a de Giovanni Sartori dizendo que a televisão não é o “monstro” que pintam. Segundo ele, o problema é que os intelectuais a estudam com preconceito vanguardista e a consideram apenas como meio de massificação, fazem teses gerais, mas não avaliam especificamente os conteúdos, que são muitos. Quando se refere ao assunto, ele justifica: “O fenômeno da banalização é resultado de uma apropriação industrial da cultura e pode ser hoje estendido a toda e qualquer forma de produção intelectual do homem”.
O poder que a tevê tem de massificar e acomodar o pensamento é tão grande quanto o que tem para gerar e difundir cultura. Embora grande parte de sua programação seja massificadora, não é correto generalizar a televisão como produtora unicamente de obras ruins. Existem canais culturais e programas isolados que estimulam o aprendizado e o desenvolvimento intelectual.
Embora esses programas não sejam tão valorizados comercialmente, não dá para desconsiderar o fato de que a tevê é a mídia com maior alcance entre os brasileiros e até as baixas audiências significam um grande número de pessoas recebendo a informação. Ou seja, mesmo que um programa de qualidade tenha baixos pontos de audiência, ainda assim ele está atingindo inúmeras de pessoas.
Portanto, é difícil definir o papel da televisão de uma forma generalizada, mas é possível definir sua contribuição em diversos setores sociais, desde que sejam considerados todos os prós e contras, ponderando as linhas de opiniões, já que as teses especialistas são tão controversas.

criado por Claudia Giron
11:09:50Essa é uma das melhores propagandas que já vi. Foi feita pela W/Brasil em 1987 e ganhou o Leão de Ouro em Cannes, prêmio mais importante da propaganda.
Ela mostra com muita criatividade o poder que a mídia tem de subverter as mensagens. Começa com pontinhos pequenos e o narrador dizendo "Este homem pegou uma nação destruída, recuperou sua economia e devolveu o orgulho a seu povo..." (continua contando seus grandes feitos)
E conforme o zoom vai diminuindo vai surgindo a imagem de Hitler, com a frase final: "É possível contar um monte de mentiras dizendo só a verdade. Por isso é preciso tomar muito cuidado com a informação no jornal que você recebe. Folha de S.Paulo, o jornal que mais se compra e o que nunca se vende". Vale a pena conferir:
http://br.youtube.com/watch?v=6t0SK9qPK8M


criado por Claudia Giron
09:47:53