Mídia e Poder - Claudia Giron

Discute sobre Mídia e Poder, orientado pelo Profº Dr. Dimas A. Künsch - “Somos todos prisioneiros, mas alguns de nós estão em celas com janelas, e outros sem.” (Khalil Gibran)

29.3.08

A Tirania da Comunicação

 

Título original: La Tyrannie de la Communication – Editora Vozes – 2001
Escrito pelo diretor do jornal Le Monde Diplomatique, Ignacio Ramonet.

Com o surgimento da multimídia e da Internet, o mundo sofre uma transformação no campo da comunicação comparada à revolução ocasionada pela invenção da imprensa por Gutenberg, em 1440.
A rede mundial de computadores está revolucionando tanto a comunicação, mais que somando as qualidades do telefone, da televisão, rádio, vídeo, cinema, imprensa e publicidade.
Essa força da comunicação planetária e globalizada exerce, como nunca, um papel ideológico, repressor, opressor, inundando todos os aspectos da vida social, política, econômica e cultural, de modo a se transformar num poder "tirano" em todos os aspectos da vida social e pessoal!
(Fonte: Contra Capa)

criado por claudinhagiron    23:38 — Arquivado em: Dicas: Livros, Filmes e Afins

O Show de Truman (The Truman Show)

EUA – 1998 – 103 min. - Drama

Do mesmo diretor de “Sociedade dos Poetas Mortos” e “Mestre dos Mares”, Peter Lindsay Weir. O Show de Truman conta a história de Truman (Jim Carrey), um homem que vive em um mundo harmonioso. Porém, seu casamento se desgasta e ele percebe que nem tudo é tão perfeito assim e começa a notar coisas estranhas em sua vida. Após investigar esses acontecimentos, Truman descobre que foi abandonado pelos pais e adotado por um canal, que o transformou em um programa de TV, uma espécie de reality show. Tudo em sua vida é falso e ele é vigiado 24 horas por dia. Agora o objetivo dele é se libertar dessa mentira e viver de verdade.

O filme mostra um exemplo de Behaviorismo (do inglês “behavior”, significa “comportamento”), que é um dos movimentos da psicologia. John B. Watson, criador do behaviorismo, defendia que a psicologia devia ser uma ciência que estudasse o comportamento, por ser algo visível, exteriorizado. Ou seja, a observação do comportamento e seus estímulos.

Além da idéia do Behaviorismo, o filme também aborda outros assuntos importantes. Primeiro devemos lembrar que existem três pontos-de-vista principais: o dos telespectadores, o de Truman e o do canal de TV.

Os telespectadores são caracterizados por alguns personagens: garçonetes, policiais, duas senhoras e um rapaz. Eles representam, para nossa realidade, a massa que consome a mídia sem interferir ou questionar. No filme, eles não julgam a desumanidade que é cometida com Truman.

Truman é o exemplo de homem manipulado, que vive dentro das estratégias de marketing criadas para render publicidade e audiência. Ele não possui liberdade de escolha, pois vive em mentiras. E assim também é com muita gente em nosso mundo real.

Porém, há uma personagem que representa a consciência e é tirada de cena quando tenta atrapalhar os planos da mídia. Ela apresenta a Truman um conflito interno que o faz avaliar todo o contexto em que vive e despertar sua consciência (ver teoria de Herbert Marcuse).

E o restante do desenrolar da história vou deixar para o filme, ok? Vale a pena!

criado por claudinhagiron    23:13 — Arquivado em: Dicas: Livros, Filmes e Afins

25.3.08

Introdução a Galáxia

 

A Internet é um conjunto de redes de computadores interligados mundialmente por IP, que surgiu em uma época propícia, motivada pelo avanço tecnológico. Essas redes permitem troca de arquivos, de dados e acesso a informações.

Ela veio para mudar o nosso jeito de se comunicar, mas por ser uma ferramenta livre, ao usarmos nós também a modificamos. E essa constante transformação torna difícil estudos sociais e econômicos que possam fazer projeções ou avaliar o fenômeno Internet e onde tudo isso vai parar.

A Internet é a expressão de nós mesmos através de um código de comunicação específico, que devemos compreender se quisermos mudar. Porém, não foi só na vida pessoal que essa invenção interferiu. O comportamento empresarial também sofreu influências.

Negócios eletrônicos não são apenas o que chamamos de empresas “ponto.com”, mas também o uso da Internet de diversas formas dentro das empresas convencionais. Isso não significa só abrir novos negócios, mas uma inovação na forma de se trabalhar. O que mostra uma alteração de cultura na economia e nos negócios.

Por outro lado, se a Internet revolucionou as relações sociais, a comunicação e a economia, ela também influenciou outros campos, como a violência. Hoje, até as redes de corrupção e violência desenvolvem técnicas para atuar pela Internet.

Veremos, ao longo desse estudo, um pouco mais de detalhes sobre essa “galáxia da Internet”.

criado por claudinhagiron    23:29 — Arquivado em: A Galáxia da Internet

21.3.08

Grupo de Trabalho

Durante esse semestre faremos uma análise sobre o livro "A Galáxia da Internet", e os resultados serão postados nessa categoria. O grupo de trabalho é formado por:

Adriana de Souza
Claudia Giron
Daniela Ferreira
Elba Kriss
Luiz Gabriel Ribeiro
Mariana Lessa
Michele Maracaípe Gândara
Paloma Ayala
Rodrigo Pinto Suárez

criado por claudinhagiron    21:14 — Arquivado em: A Galáxia da Internet

Mera Coincidência (Wag The Dog)

                    

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EUA – 1997 – 97 min. - Comédia

 

Com direção de Barry Levinson e atuação de grandes nomes como Dustin Hoffman, Robert De Niro e Anne Heche, não foi por mera coincidência que o filme recebeu esse nome. Ele antecedeu o escândalo sexual que viria a acontecer com o Presidente dos EUA, Bill Clinton, em 1998, quando se envolveu com uma estagiária da Casa Branca.

O filme conta a história de um escândalo sexual envolvendo o presidente dos EUA às vésperas das eleições. Para desviar o foco da mídia, a primeira assessora (Anne Heche) contrata um grande especialista em marketing (Robert De Niro). Os dois resolvem plantar uma notícia falsa de guerra, para desviar o foco da mídia. Eles procuram um grande produtor de Hollywood (Dustin Hoffman) para produzir as “imagens da guerra”.

Com um humor irônico delicioso, o filme mostra as fragilidades e os poderes da mídia.

criado por claudinhagiron    18:56 — Arquivado em: Dicas: Livros, Filmes e Afins

O Fantasma do Gelo

Por: Claudia Giron

É comum acontecerem fatos curiosos nas casas. Às vezes são portas que batem, luzes que se acendem, móveis que rangem ao calar da noite, barulhos estranhos que surgem. E nós, que desconhecemos as verdades sobrenaturais, estamos sempre buscando respostas para justificar esses acontecimentos anormais.
Certa vez, um mistério pairou sobre nossa casa. Minha mãe abriu a geladeira e teve uma surpresa: tomate congelado, água congelada, carne congelada, tudo congelado. Diante da situação inusitada e sem imaginar o que estaria por vir, a primeira idéia que lhe passou pela cabeça foi que a geladeira estava com problemas. Pacientemente ela descongelou tudo, jogou o que havia estragado fora, limpou a geladeira e percebeu que o botão que regulava a temperatura estava marcando “4”. Aliviada por não ter que trocar o eletrodoméstico, ela saiu questionando todos em casa pra saber: “Quem desregulou a geladeira?”. Mas ninguém havia tocado no botão.
Como o problema estava resolvido, ela arquivou o caso e deu tudo por encerrado.
No dia seguinte, ela abre a geladeira e… leite congelado, alface congelado, feijão congelado, tudo congelado. Dessa vez, o primeiro passo foi verificar o tal botão. E lá estava ele novamente marcando “4”. Não tão pacientemente quanto na primeira vez, ela descongelou tudo, limpou a geladeira, ajustou o botão, tentou mais uma vez perguntar e ninguém havia mexido nele. Dessa vez ela usou a justificativa de que devia ter esbarrado e alterado a temperatura sem querer.
Mais dois dias repetiram essa cena. Agora, já havia eliminado até a possibilidade de esbarrar acidentalmente, porque o botão sempre marcava exatamente “4”. Era realmente muito estranho. Ela pensava em várias possibilidades, simulava situações, e nada dava sentido para aquelas ocorrências. Não havia nenhuma hipótese que conseguisse justificar o fato misterioso que congelava tudo.
Já esgotada desse mistério absurdo, minha mãe desabafou com meu pai:
- Não agüento mais. Quase uma semana congelando as coisas. Quem será que está rodando esse botão???
E eis que a criaturinha loira ouve a conversa e, com a chupeta no cantinho da boca responde:
- Fui eu Mamãe, é que eu fiz “cato ano”!!!!!! E indica a quantidade com os dedinhos.
A única alternativa que restou pra minha Mãe foi sorrir, me beijar e, me abraçando, explicar que nem todo número quatro era encantador como a minha idade. Ahhh.. se além da geladeira eu tivesse aprendido a congelar também o tempo.

criado por claudinhagiron    18:39 — Arquivado em: Crônicas

9.3.08

Quem nasceu primeiro: a mídia ou a massa?

Millôr

Qual a sua opinião sobre a mídia?

Vemos muitos exemplos de falta de ética e de qualidade na mídia. Um dos assuntos mais discutidos atualmente é a quantidade de programas de TV banais, matérias vendidas, publicidades manipuladoras, entre tantas outras coisas do gênero.

E você, concorda com a visão de que a mídia massacra a inteligência e aliena as pessoas? A mídia seria o grande monstro que criamos para nos destruir?

Qual a nossa posição ante a esse poder? Exterminá-lo?

Eu diria que concordo em partes. Partindo do meu ponto de vista, a mídia realmente tem um grande poder e influência na vida das pessoas. Também é fato que existem muitos profissionais que utilizam essa força, digamos, de uma forma errônea. Assim como existem profissionais anti-éticos na medicina, na engenharia e em todas as outras áreas. Mas, isso não significa que a mídia seja algo ruim. Ela é uma ferramenta, e como toda ferramenta pode ser usada de diversas maneiras.

Se existe um grande poder de alienar, também existe um grande poder de difundir idéias e educar. Tudo depende de quem faz e de quem consome a mídia.

A evolução da tecnologia e da comunicação diminuiu distâncias. Hoje, temos contato com pessoas de todos os cantos do mundo e informação surgindo de diversos lugares. Você pode escolher se quer ver, ler ou ouvir algo que banaliza a sua inteligência ou ver, ler e ouvir diversas coisas que lhe fazem pensar de outras maneiras, avaliando outros pontos de vista e conhecendo situações e informações diferentes. Ou seja, ao mesmo tempo que há a possiblibidade de se reduzir a uma informação massificada, quadrada e unilateral, também há a possibilidade de se questionar e buscar outras fontes para formar uma nova opinião, alimentada de vários pontos.

É bem certo que tem muita coisa ruim e sem qualidade circulando por aí. Mas elas só foram feitas e circulam porque existe espaço, porque as pessoas consomem esse tipo de coisa. É muito fácil criticar a mídia, dizer que não presta. Difícil é mudar o canal.

As pessoas reclamam do Big Brother, mas ele só existe porque tem audiência, e muita! De quem é a culpa então? Das pessoas que ganham rios de dinheiro produzindo esse programa ou das pessoas que consomem e gastam pra receber o programa?

Trabalho em um canal de TV cultural e sinto todos os dias o quão difícil é fazer as pessoas consumirem a cultura que tanto dizem querer. O que essas pessoas não enxergam é que quem dita as regras do conteúdo é a audiência. E quem faz a audiência? Elas mesmas.

Se um programa (e insisto no exemplo da televisão porque é uma área da qual tenho propriedade para falar) não tem audiência, não faz sucesso, ele automaticamente é retirado da grade de programação porque “não vende”. Já um programa que atinge picos de audiência, será mantido enquanto estiver rendendo verbas.

Sei que o problema tem um alcance bem maior e raízes sociais profundas. Também é lógico que a situação da massa não irá mudar da noite para o dia, se é que irá mudar.

O que proponho é que as pessoas que notam as falhas da mídia podem ajudar a mudar essa situação. Se cada um, ao perceber que um caminho está errado, fizer a sua parte, será um excelente começo para uma revolução na forma como a mídia é feita.

E se não funcionar? Se não funcionar para mudar a massa, tudo bem. Ao menos você terá fugido da massificação e será uma pessoa diferente, que ao invés de apenas criticar a mídia, sai em busca de outros pontos de vista e contribui para que a mídia exerça a finalidade para a qual foi criada: ser uma ferramenta. Não uma ferramenta que destrói, mas que ajuda a construir.

Defendo que a mídia precisa de certos limites críticos, que a legislação de concessão deve ser revista e que há muito o que mudar em quem faz e controla a mídia. Só que é aquela velha história: para mudarmos o mundo, é necessário começar mudando a nós mesmos.

criado por claudinhagiron    16:40 — Arquivado em: Sem categoria

A Galáxia da Internet - Apresentação

Do autor Manuel Castells. Segue abaixo uma apresentação tirada do próprio livro:

Manuel Castells é considerado o principal analista da Era da Informação e da Sociedade de Rede, já tendo sido qualificado pela revista inglesa The Economist como o primeiro e mais importante filósofo do ciberespaço. Neste livro, analisa a Internet como espinha dorsal das sociedades contemporâneas e da nova economia mundial, desvendando sua lógica, suas imposições e a liberdade que ela nos dá.

Ao longo de A Galáxia da Internet, Castells chama a atenção para as contradições criadas pela Internet: apesar de conectar grandes massas, exclui os que a ela não têm acesso; embora promovendo a partilha das informações e criando valores independentes da posição social do usuário, as interações virtuais e on-line também podem gerar isolamento.

De que maneira a Internet modela a organização dos novos negócios e remodela a organização dos mais antigos? Quais são as realidades do mundo digital? Como ela afetou a ordem social e cultural, a participação política, e a comunicação e a vida urbana?

Estamos lançados aqui no cerne das grandes questões atuais: se a tecnologia da Internet nos oferece os meios de coordenar tarefas e administrar situações complexas, por outro lado também subverte a ordem hierárquica que durante tanto tempo regulou nossa sociedade. No entanto, se as instituições, as empresas e a própria sociedade sofrem a ação da lógica da rede, também podem sobre ela atuar, transformando-a. Desse modo, é possível apropriar-se da lógica da rede para modificar os eventuais aspectos excludentes da Internet.

Os dois primeiros capítulos traçam a história da ascensão da Internet e fornecem uma breve descrição da cultura que surgiu a partir de seu uso generalizado. Do capítulo 3 ao 6 discutem-se os e-business, a nova economia, os conceitos de comunidade virtual e de sociedade em rede, ao mesmo tempo que se avaliam as saídas que a Internet abre – e as que fecha - para as atuações no plano da sociedade civil e da vida privada.

O capítulo 7 dedica-se à análise da multimídia, enquanto os capítulos 8 e 9 traçam a geografia da Internet e debatem a idéia de partilha virtual.

Finalmente, na conclusão, o autor lança o grande problema que ainda nos cabe enfrentar: se não reconstruirmos nossas instituições democráticas, não estaremos aptos a fazer face aos problemas criados pelas sociedades em rede.

De particular interesse aos estudiosos de economia, política e aos homens de nogócios, A Galáxia da Internet, tanto pela linguagem quanto pelas questões que debate, dirige-se ao público em geral.

criado por claudinhagiron    14:05 — Arquivado em: A Galáxia da Internet

1.3.08

Start

Há quem diga que todas as noites são de sonhos. Há também quem diga: Nem todas, só as de verão. Mas no fundo isso não tem muita importância. O que interessa mesmo não são as noites em si, mas sim os sonhos. Sonhos que o homem sonha sempre. Em todos os lugares, em todas as épocas do ano, dormindo ou acordado.

 

William Shakespeare

criado por claudinhagiron    23:51 — Arquivado em: Sem categoria

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