Mídia e Poder - Claudia Giron

Discute sobre Mídia e Poder, orientado pelo Profº Dr. Dimas A. Künsch - "Somos todos prisioneiros, mas alguns de nós estão em celas com janelas, e outros sem." (Khalil Gibran)

Mídia e Poder - Claudia Giron

Discute sobre Mídia e Poder, orientado pelo Profº Dr. Dimas A. Künsch - "Somos todos prisioneiros, mas alguns de nós estão em celas com janelas, e outros sem." (Khalil Gibran)
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Terra Blog

Arquivo de: Abril 2008

28.04.08

Por dentro da Playboy

categorias: Mídias em Foco

Objetivos:

- Vender revistas
- Mostrar as mulheres nuas com erotismo para se diferenciar de outras revistas do gênero, que utilizam fotos mais pornográficas
- Target: leitor urbano, de 25-35 anos e classe A e AB

Escolha das Capas:

- Por períodos de venda – as mulheres famosas saem em períodos de baixa, para alavancar as vendas
- Relacionadas a assuntos atuais ou polêmicos, para aproveitar a repercussão dessas mulheres na mídia
- Pesquisam lista de 10 mulheres mais cobiçadas – exposição e apelo
- As capas são classificadas em:

A – Famosas – Jan, Mar e Ago (aniversário)
B – Conhecidas, mas não tão famosas - Novelas, atletas
C – Qualquer uma bonita – Big Brother – Gostam de conhecer novas mulheres

Mulheres:

- Mulheres anônimas imploram diariamente por um close. 35% posariam gratuitamente
- Malu Mader, Claudia Abreu, Natália do Vale e Glória Pires sempre disseram NÃO
- Em outros países, as atrizes não podem posar para não prejudicar a carreira, diferente do Brasil

Conteúdo:

- Pilares editoriais: mulheres, sexo, política, aventura, humor e serviço
- Linha editorial Brasil = USA (anos 70)
- Linha editorial varia entre países: Japão (cultural), França (moda)

Informações sobre a Playboy

categorias: Mídias em Foco

Origem: EUA
Lançamento: dezembro de 1953
Criador: Hugh Hefner
Faturamento: US$ 380 milhões (2006)
Edições internacionais: 28
Presença global: 130 países
Circulação: 6 milhões revistas/mês
Principais produtos: Revistas e produtos licenciados
Outros negócios: TV, Radio, Playboy.com

* Teve como capa em sua Primeira Edição a atriz Marilyn Monroe
* Foi pioneira na exibição de fotografias de mulheres nuas
* É a revista masculina mais lida do mundo
* Em 1975, é lançada no Brasil como “A Revista do Homem” por veto da censura
* Em julho de 1978 muda para “Playboy”. Como destaque Debra Jo Fodren

23.04.08

Calvin & Haroldo - Outdoor

categorias: Humor

22.04.08

Sin City (Sin City)

EUA – 2005 – 126 min. - Aventura

Mais que uma dica de filme, quero deixar um registro de comparação de linguagens de comunicação e da transcrição em mídias diferentes.

Com uma equipe técnica cheia de celebridades, o filme Sin City é uma inovação no mercado cinematográfico. Muitas foram as adaptações de Histórias em Quadrinhos para o cinema, mas nenhuma conseguiu ser tão fiel à obra, tanto em matéria de roteiro, como na produção audiovisual.

Uma das primeiras histórias a ser levada às telas foi a de Hulk. Que embora carregasse os traços do personagem original, deixou de ser uma HQ para se tornar um filme. Já em Sin City, a impressão é que a revista saltou para uma tela gigante com movimento, perdendo apenas os balões. Em alguns momentos, a “realidade” do filme chega a se confundir com as linhas despojadas do desenho.

A linguagem do cinema é muito próxima da linguagem utilizada nos quadrinhos, começando pela sua base, o “Story Board”, que é uma técnica decorrente da HQ. No cinema, assim como na HQ, a história é feita quadro a quadro, há uma manipulação crescente para prender a atenção, e a contextualização é interpretada pelo espectador, através das imagens carregadas de signos que fazem referência ao tipo de localização que querem mostrar. O diretor de Sin City, utilizou o próprio quadrinho como Story Board, para não perder nenhum traço da história.

Rico em detalhes, o longa foi totalmente filmado em “cromaqui”. Para atender rigorosamente ao quadrinho, o filme precisou de uma edição muito criteriosa, inovações na área de efeitos especiais, muita técnica e um investimento altíssimo. E o próprio Frank Miller foi quem desenhou os fundos, aplicados posteriormente. Essa foi uma das exigências do autor para a adaptação. O uso do preto e branco e a ênfase às cores em determinados objetos e situações, mostram a fidelidade da produção à obra.

Muita maquiagem e a ajuda de efeitos computadorizados conseguiram aproximar ao máximo os personagens a um tom próprio das HQ’s, que é a transformação para um “quase humano”. Os atores estão tão caricaturais quanto os desenhos da HQ. A narração é pausada e recheada de expressão, assim como nos balões.

A iluminação é outro detalhe que não pode ser esquecido. Um trabalho minucioso deu às cenas a iluminação exata da técnica “noir” utilizada por Frank Miller.

Um recurso pouco notado, mas muito presente no filme, é o efeito de “vento”, que dá movimento às roupas e aos cabelos dos personagens. E a sensualidade e o drama, constantes no quadrinho, estão bem retratados no filme. 

18.04.08

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