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Desde sua criação, a televisão causa polêmicas. Que tipo de contribuição ela traz à sociedade?
Existem diversos estudos sobre o assunto e, em geral, são extremistas.
Uma das críticas mais comuns a esse veículo de comunicação é a de que a tevê acomoda seus telespectadores, ao despejar informações prontas. Também é verdade que a sociedade sofre uma grande influência e muitas crianças aprendem a criar referências por meio dessa mídia. Mas será que a televisão tem sido tão prejudicial ao desenvolvimento humano?
O que em parte justifica tantos conflitos de opinião é que a televisão é extremamente complexa. Existem diversos tipos de linhas de análise quando tratamos de sua qualidade, o que permite estudá-la de muitas maneiras: por meio da tecnologia, como difusora de informação e conhecimento, referência na educação, pela programação, por influência social, produto cultural, etc. Em todas essas áreas é fácil encontrar pontos positivos e negativos.
O cientista político italiano Giovanni Sartori escreveu o livro “Homo videns”, utilizando uma linguagem de protesto contra a televisão. Ele alega que a tevê causa uma imbecialização, prejudicando o raciocínio e a inteligência. Suas previsões de catástrofe midíática não se restringiram apenas à tevê, mas também alcançaram a Internet e as plataformas multimídias. Porém, as idéias expressas no livro receberam duras críticas de jornais e especialistas da área. Seria um protesto preconceituoso ou um alerta pessimista?
Se por um lado a televisão é um meio que transmite informações prontas, por outro pode produzir obras culturais e programas com excelente qualidade de conteúdo.
O escritor Arlindo Machado rebate manifestações como a de Giovanni Sartori dizendo que a televisão não é o “monstro” que pintam. Segundo ele, o problema é que os intelectuais a estudam com preconceito vanguardista e a consideram apenas como meio de massificação, fazem teses gerais, mas não avaliam especificamente os conteúdos, que são muitos. Quando se refere ao assunto, ele justifica: “O fenômeno da banalização é resultado de uma apropriação industrial da cultura e pode ser hoje estendido a toda e qualquer forma de produção intelectual do homem”.
O poder que a tevê tem de massificar e acomodar o pensamento é tão grande quanto o que tem para gerar e difundir cultura. Embora grande parte de sua programação seja massificadora, não é correto generalizar a televisão como produtora unicamente de obras ruins. Existem canais culturais e programas isolados que estimulam o aprendizado e o desenvolvimento intelectual.
Embora esses programas não sejam tão valorizados comercialmente, não dá para desconsiderar o fato de que a tevê é a mídia com maior alcance entre os brasileiros e até as baixas audiências significam um grande número de pessoas recebendo a informação. Ou seja, mesmo que um programa de qualidade tenha baixos pontos de audiência, ainda assim ele está atingindo inúmeras de pessoas.
Portanto, é difícil definir o papel da televisão de uma forma generalizada, mas é possível definir sua contribuição em diversos setores sociais, desde que sejam considerados todos os prós e contras, ponderando as linhas de opiniões, já que as teses especialistas são tão controversas.

criado por Claudia Giron
11:09:50Essa é uma das melhores propagandas que já vi. Foi feita pela W/Brasil em 1987 e ganhou o Leão de Ouro em Cannes, prêmio mais importante da propaganda.
Ela mostra com muita criatividade o poder que a mídia tem de subverter as mensagens. Começa com pontinhos pequenos e o narrador dizendo "Este homem pegou uma nação destruída, recuperou sua economia e devolveu o orgulho a seu povo..." (continua contando seus grandes feitos)
E conforme o zoom vai diminuindo vai surgindo a imagem de Hitler, com a frase final: "É possível contar um monte de mentiras dizendo só a verdade. Por isso é preciso tomar muito cuidado com a informação no jornal que você recebe. Folha de S.Paulo, o jornal que mais se compra e o que nunca se vende". Vale a pena conferir:
http://br.youtube.com/watch?v=6t0SK9qPK8M


criado por Claudia Giron
09:47:53
Em nossa última aula sobre Mídia e Poder, o primeiro grupo apresentou um excelente seminário sobre o livro "Admirável Mundo Novo", de Aldous Huxley, 1931. A obra fala sobre um mundo manipulado, onde as pessoas são mudadas genéticamente para obedecerem a uma Nova Ordem Mundial. Separados por castas e insensibilizados, os habitantes desse novo mundo perdem a "humanidade" e são alimentados por uma alegria provisória (droga) chamada Soma, que é apresentada no livro de diversas formas, uma delas é a publicidade. Muito complexo e cheio de reflexões sobre mídia e poder, embora seja uma ficção, o livro possui muitas previsões verdadeiras.
O título é inspirado em uma fala da personagem Miranda, do livro A Tempestade, de William Shakespeare.
É fonte de inspiração para outras literaturas, filmes e músicas. Entre esses novos produtos estão: o álbum Brave New World (Iron Maiden), o filme Matrix, as músicas Admirável Gado Novo (Zé Ramalho), Soma (The Strokes) e Admirável Chip Novo (Pitty), que eu escolhi pra postar por ter relação com nosso trabalho sobre Internet:
Admirável Chip Novo
Composição: Pitty
Pane no sistema, alguém me desconfigurou
Aonde estão meus olhos de robô?
Eu não sabia, eu não tinha percebido
Eu sempre achei que era vivo
Parafuso e fluído em lugar de articulação
Até achava que aqui batia um coração
Nada é orgânico, é tudo programado
E eu achando que tinha me libertado
Mas lá vem eles novamente
E eu sei o que vão fazer:
Reinstalar o sistema
Pense, fale, compre, beba
Leia, vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga
Tenha, more, gaste e viva
Pense, fale, compre, beba
Leia, vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga...
Não senhor, Sim senhor (2x)

criado por Claudia Giron
20:00:08
A Internet saiu das comunidades hackers e se difundiu pela sociedade através de empresários que tiveram contato com essa nova ferramenta e começaram a utiliza-la para fins comerciais (conferências, comunicação por mensagens, etc.).
Por isso, o uso comercial se tornou, a partir de 1990, a maior utilização da Internet. Porém, esse fenômeno se assemelha ao comércio e sua influência em nossa sociedade real, embora a Internet tenha alterado mais as empresas do que as empresas alteraram a Internet.
Essa mudança não se deve apenas ao surgimento das empresas chamadas de “ponto.com”, mas houve também uma alteração nos processos internos de trabalho nas empresas (intranet, comunicação por e-mail e messenger, negociações online, investimentos na bolsa de valores via Internet, movimentações bancárias, etc).
Os primeiros empresários da Internet acompanhavam o desenvolvimento tecnológico e arriscavam seus investimentos em novos projetos, ficando atentos para comprar ou financiar idéias, visando ter parte em grandes fenômenos que retornassem muito lucro (casos de idéias como Google, Orkut, etc.).
Mas existem pontos negativos nesse tipo de negócio: além do risco de investir em projetos "furados", o trabalho frenético trouxe a tona o individualismo e fez diminuir as relações sociais. Em sua maioria, eles são solteiros ou casados com parceiros que também possuem um ritmo de vida frenético, voltado ao capital.

criado por Claudia Giron
10:51:49
Diferente do que muitos pensam, os hackers não são marginais virtuais. Os delinqüentes da web são chamados “crackers”.
Hackers são técnicos que criam ou alteram software e hardware, dando novas funcionalidades. Eles desempenham um papel importante no desenvolvimento da Internet porque formam o ambiente gerador de inovações tecnológicas e de subprodutos que difundem a Internet na sociedade.
Seu conjunto de crenças e valores teve origem nas redes de programadores, onde os técnicos interagiam on-line para colaborar em projetos de computação. O grande expoente dessa cultura foi a luta pela abertura do código-fonte do sistema UNIX, que entre outros, gerou o LINUX.
Os valores mais importantes para os hackers são: a excelência da tecnologia e a liberdade. Eles colaboram entre si pelo “bem” da tecnologia, divulgando seu trabalho e descobertas esperando reciprocidade.
Por serem desvinculados do capitalismo, seu maior bem é a reputação e a criatividade intelectual, não por generosidade, mas para exibir seus feitos para a comunidade. Um hacker tem ímpeto pela criação, independente da situação mercadológica dela. Eles não admitem que empresas ou organizações subvertam seus softwares para lucro ou recompensa individual.
Há na cultura hacker um princípio de autoridade. Um, ou mais, mantenedor(es) do projeto tem a responsabilidade de evitar bifurcações, ou seja, fazer com que os colaboradores sigam a mesma linha de atuação. Essa figura de autoridade tem base em excelência tecnológica, o que significa que não é o dinheiro ou a posição social que determina a liderança e sim o grau de conhecimento.
Os costumes dessa classe são coletivos à Internet. Quando alguém não pratica esses valores, recebe críticas públicas ou, no caso de uma transgressão grave, a exclusão da comunidade e da participação na inovação.
A manifestação hacker ocorre, em sua maioria, em ambiente virtual, embora existam conferências, feiras e outras manifestações físicas. E o reconhecimento é geralmente informal, feito através de apelidos usados virtualmente.
A maioria dos hackers possui uma vida normal, porém, é verdade que muitos tenham uma queda por se afastar do mundo físico e viver apenas em ambientes virtuais ou que tratam de assuntos que leigos da informática não entendam. Também é real que podemos encontrar “tipos estranhos”, pessoas vestidas de preto, camisetas com frases rebeldes, referências a filmes típicos (Matrix, Star Wars, etc), mas essa é uma característica da cultura jovem que se manifesta em outras áreas também. Em geral, os hackers sérios são reconhecidos on-line.
Ao contrário do que esperamos, a criatividade tecnológica não ocorre apenas em ambientes de alta classe social, muitas vezes é diante das dificuldades que a criatividade é estimulada, o que explica um grande número de hackers em países pobres.

criado por Claudia Giron
10:12:34