30.7.08

"Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco." (Charles Chaplin)
Foto, desenho, vídeo, outdoor, imagens… Na era da modernidade líquida, vivemos uma onda de mensagens midiáticas, submersos na pressa de agarrar valores fugidios.
Olhamos o mundo e o mar de espetáculos modernos, mas não vivemos nada. Tudo é fugaz. O que realmente nós vemos? Estamos expostos à tantas coisas diariamente.. e de todo esse universo, o que é profundo? O que ficará?
O verdadeiro sentido da vida não está em ver e sim no viver. É hora de parar, respirar, sentir, mudar…
29.7.08

Essa é uma das teorias básicas da comunicação. Ela foi desenvolvida por Elisabeth Noelle-Neumann, uma socióloga alemã, nos anos 70.
É baseada na hipótese de que as pessoas tendem a se calar quando sua opinião é contrária à maioria. Esse fenômeno sufoca a diversidade e o pensamento epistêmico porque permite que apenas um ponto de vista (o de uma maioria) reine absoluto.
Nem sempre a maioria tem razão (eu arriscaria dizer que quase nunca). Calar-se apenas por pensar diferente estagna o desenvolvimento racional e dá poder a manipulação.
Existem momentos que devemos nos calar e refletir, mas se omitir sempre não é o caminho. O mundo precisa de novas idéias e de palavras contrárias à alguns pensamentos globais. Afinal, nada mais prazeroso que conhecer um assunto por diversos ângulos.

Finalista do Big Brother, Nardoni, hotel de luxo em Dubai, Ronaldinho envolvido com travesti… Quantas vezes não fomos estimulados a comentar sobre esses assuntos mesmo sem ter o menor interesse neles? Quem nunca ouviu sobre isso no metrô, na rua, no trabalho?
Esse é o efeito da Agenda Setting, uma teoria sobre a comunicação de massa onde a mídia norteia o debate público, determinando os temas sobre os quais a sociedade discute. Ela foi desenvolvida por Mc Combs & Shaw, em 1972. Eles pesquisaram como a cobertura jornalística tem poder de definir a importância de um assunto, ou seja, as pessoas se baseiam se um assunto é importante de acordo com a visibilidade que ele tem na mídia.
A grande questão é que a mídia nunca coloca assuntos realmente importantes como tópico principal para a agenda setting, pois está sempre presa à questões políticas e defendendo interesses.

Depois de falar tanto sobre o poder das idéias nos dias de hoje, fica fácil destacar o que é o Quarto Poder. Todos sabem que o país é, oficialmente, regido por três poderes: Legislativo, Judiciário e Executivo. Porém, sabemos que o segundo maior é um quarto que não está nessa lista: a mídia (ou o jornalismo, mais especificamente).
Quem domina a nação (e porque não dizer o mundo?), perdendo apenas para a economia, é a comunicação. Ela quem difunde e emprega ideais, quem determina o que é importante dizer ou, além disso, como dizer.
Qual é o papel do jornalismo e como ele é exercido hoje? Quem fala? Como fala? Sobre o que fala? Sob a ótica de quem estamos observando e sabendo sobre o mundo?
Na seção de Dicas desse blog, tem a referência de um filme exatamente com esse nome: O Quarto Poder, que ilustra muito bem o tema.

O tempo é veloz. É fugidio e intangível, voraz. É líquido, assim como a modernidade…
As grandes propriedades dos líquidos são a flexibilidade, a leveza e a velocidade. E essas também são as propriedades da modernidade que vivemos. Uma geração sem molde, mutante.
Após o período do ferro e das máquinas, entramos no mundo das idéias, reflexos de nossa sociedade imediatista onde o valor está naquilo que não se pode tocar. Zygmunt Bauman descreve como modernidade líquida um comportamento dinâmico, que enterra tudo que é sólido e imutável. Não há mais valor no que é quadrado, pré-determinado, congelado.
“assim, para eles, o que conta é o tempo, mais do que o espaço que lhes toca ocupar; espaço que, afinal, preenchem apenas ‘por um momento’ (Modernidade Líquida – Zygmunt Bauman 2001, p. 8).
Nos tornamos individualistas e perdemos os padrões sociais. Tudo é flexível, mutável, transportável. Buscamos uma liberdade que no fim pode ser apenas mais uma prisão.

Tempo é aquilo que o homem está sempre tentando matar, mas que no fim acaba matando-o.
(Herbert Spencer)
28.7.08

O livro de Naomi Klein, “Sem Logo – A Tirania das Marcas em um Planeta Vendido” foi publicado em 2000 e disserta sobre o consumismo e os novos conceitos de marca. Referência no tema de comunicação corporativa, a autora também fala sobre a Nike.

Com tantas marcas produzindo os mesmos produtos, é preciso criar um diferencial. A preferência é fazer com que os consumidores tornem-se fiéis - algo bem complexo diante de tantas possibilidades de escolha. Para isso, é interessante fazer associação com outras empresas que complementem a oferta de produto/serviço, para tornar a marca cada vez mais completa.
Isso altera o mundo das corporações. As empresas deixam de se preocupar com o produto e passam a cuidar apenas da marca (imagem). Novos tipos de negócios surgem: empresas terceirizadas que produzem sem nome e gestoras de recursos humanos para fornecer mão-de-obra.
Novamente caimos no tema: o grande bem mundial é a marca ou a idéia que ela transmite.

Brasil – 2003 – 72 min. - Ficção
1,99 é um documentário que debate sobre o consumismo. Bem aplicado à idéia de que atualmente compramos imagens.
O filme é baseado em um supermercado branco e ao contrário dos produtos, as prateleiras estão cheias de caixas de formas diferentes com slogans. As pessoas entram para comprar as frases que mais as atraem e interagem com “seus produtos”.
A idéia é trabalhar os efeitos do consumo na sociedade e a influência da videologia na vida das pessoas.
Assista: http://br.youtube.com/watch?v=zwQSn7I42KM