Mídia e Poder - Claudia Giron

Discute sobre Mídia e Poder, orientado pelo Profº Dr. Dimas A. Künsch - “Somos todos prisioneiros, mas alguns de nós estão em celas com janelas, e outros sem.” (Khalil Gibran)

24.7.08

Google

Nosso seminário final foi sobre o livro “A Galáxia da Internet”.

Na apresentação, falamos sobre o surgimento da Internet, o desenvolvimento, as culturas e sua influência na sociedade. E surgida da Cultura Empresarial, veio a Google. Empresa moderna que se tornou o grande modelo de “empresa para se trabalhar”.

É lindo ver o quanto a Google se preocupa com o bem-estar dos funcionários e como deve ser relaxante repousar nas redes ou descontrair nas poltronas coloridas. Mas por trás dessa imagem existe um grande monopólio de informação. Um dos maiores conglomerados do mundo, que detém dados sigilosos e pessoais de todos os cantos do planeta.

Sabemos que a maior riqueza em nossa atualidade é a informação. Quem são essas pessoas e de que forma elas utilizam esse acesso precioso?

Quanto essa nova cultura tem influenciado e alterado a vida das pessoas?

criado por claudinhagiron    14:03 — Arquivado em: A Galáxia da Internet

16.5.08

Cultura dos Empresários na Internet

 

A Internet saiu das comunidades hackers e se difundiu pela sociedade através de empresários que tiveram contato com essa nova ferramenta e começaram a utiliza-la para fins comerciais (conferências, comunicação por mensagens, etc.).

Por isso, o uso comercial se tornou, a partir de 1990, a maior utilização da Internet. Porém, esse fenômeno se assemelha ao comércio e sua influência em nossa sociedade real, embora a Internet tenha alterado mais as empresas do que as empresas alteraram a Internet.

Essa mudança não se deve apenas ao surgimento das empresas chamadas de “ponto.com”, mas houve também uma alteração nos processos internos de trabalho nas empresas (intranet, comunicação por e-mail e messenger, negociações online, investimentos na bolsa de valores via Internet, movimentações bancárias, etc).

Os primeiros empresários da Internet acompanhavam o desenvolvimento tecnológico e arriscavam seus investimentos em novos projetos, ficando atentos para comprar ou financiar idéias, visando ter parte em grandes fenômenos que retornassem muito lucro (casos de idéias como Google, Orkut, etc.).

Mas existem pontos negativos nesse tipo de negócio: além do risco de investir em projetos "furados", o trabalho frenético trouxe a tona o individualismo e fez diminuir as relações sociais. Em sua maioria, eles são solteiros ou casados com parceiros que também possuem um ritmo de vida frenético, voltado ao capital.

criado por claudinhagiron    10:51 — Arquivado em: A Galáxia da Internet

Cultura Hacker

Diferente do que muitos pensam, os hackers não são marginais virtuais. Os delinqüentes da web são chamados “crackers”.

Hackers são técnicos que criam ou alteram software e hardware, dando novas funcionalidades. Eles desempenham um papel importante no desenvolvimento da Internet porque formam o ambiente gerador de inovações tecnológicas e de subprodutos que difundem a Internet na sociedade.

Seu conjunto de crenças e valores teve origem nas redes de programadores, onde os técnicos interagiam on-line para colaborar em projetos de computação. O grande expoente dessa cultura foi a luta pela abertura do código-fonte do sistema UNIX, que entre outros, gerou o LINUX.

Os valores mais importantes para os hackers são: a excelência da tecnologia e a liberdade. Eles colaboram entre si pelo “bem” da tecnologia, divulgando seu trabalho e descobertas esperando reciprocidade.

Por serem desvinculados do capitalismo, seu maior bem é a reputação e a criatividade intelectual, não por generosidade, mas para exibir seus feitos para a comunidade. Um hacker tem ímpeto pela criação, independente da situação mercadológica dela. Eles não admitem que empresas ou organizações subvertam seus softwares para lucro ou recompensa individual.

Há na cultura hacker um princípio de autoridade. Um, ou mais, mantenedor(es) do projeto tem a responsabilidade de evitar bifurcações, ou seja, fazer com que os colaboradores sigam a mesma linha de atuação. Essa figura de autoridade tem base em excelência tecnológica, o que significa que não é o dinheiro ou a posição social que determina a liderança e sim o grau de conhecimento.

Os costumes dessa classe são coletivos à Internet. Quando alguém não pratica esses valores, recebe críticas públicas ou, no caso de uma transgressão grave, a exclusão da comunidade e da participação na inovação.

A manifestação hacker ocorre, em sua maioria, em ambiente virtual, embora existam conferências, feiras e outras manifestações físicas. E o reconhecimento é geralmente informal, feito através de apelidos usados virtualmente.

A maioria dos hackers possui uma vida normal, porém, é verdade que muitos tenham uma queda por se afastar do mundo físico e viver apenas em ambientes virtuais ou que tratam de assuntos que leigos da informática não entendam. Também é real que podemos encontrar “tipos estranhos”, pessoas vestidas de preto, camisetas com frases rebeldes, referências a filmes típicos (Matrix, Star Wars, etc), mas essa é uma característica da cultura jovem que se manifesta em outras áreas também. Em geral, os hackers sérios são reconhecidos on-line.

Ao contrário do que esperamos, a criatividade tecnológica não ocorre apenas em ambientes de alta classe social, muitas vezes é diante das dificuldades que a criatividade é estimulada, o que explica um grande número de hackers em países pobres.

criado por claudinhagiron    10:12 — Arquivado em: A Galáxia da Internet

2.5.08

Cultura Comunitária Virtual

Vimos em posts anteriores que não foram só os técnicos que fizeram a cultura da Internet. Usuários também contribuíram usando-a com criatividade e difundindo esse uso, como por exemplo, para envio de mensagens, lista de correspondência, salas de chat, jogos para múltiplos usuários, conferências, etc.

Começaram a surgir então redes de interesses específicos (comunidades) e redes dedicadas a defender causas sociais.

Assim, a cultura comunitária (formada por consumidores/usuários) contribuiu para a forma social e a aplicação do uso da Internet, enquanto a cultura hacker (formada por produtores/usuários) implementava a forma tecnológica.

Essa geração de comunidades on line tem origem nos movimentos de contraculturas que saíram do mundo físico e começaram a se manifestar em conexões.

Porém, com o aumento das redes, as comunidades de contracultura foram perdendo força. A popularização da Internet teceu uma teia tão complexa quanto é a própria sociedade, deixando assim de ter uma cultura de valores gerais para ser um conglomerado de culturas, onde as pessoas difundem seus ideais.

As pessoas buscam satisfazer seus desejos na Internet e montam personalidades fakes, principalmente os adolescentes, mas mesmo essas imagens idealizadas sempre são espelhos de seus valores reais.

Contudo, dois valores compartilhados são característicos da cultura da Internet:

A) A comunicação livre, horizontal. Desde seu começo a Internet é a única mídia que tem meios de driblar a censura e defende a livre comunicação;

B) Formação autônoma de redes. Qualquer pessoa pode fundar uma comunidade caso não encontre uma para se encaixar (até o gatinho da foto.. rs).

criado por claudinhagiron    22:57 — Arquivado em: A Galáxia da Internet

Cultura Tecnomeritocrática - Tecnoelites

Essa é uma cultura do meio acadêmico, que acredita que o desenvolvimento científico e tecnológico é um bem ao progresso da humanidade. Essa crença vem de pensamentos do iluminismo e da modernidade. Os componentes dessa elite são especialistas em tecnologia e conhecidos na comunidade como “pares”.

Os softwares de fonte aberta, citados no post sobre a criação da web, foram a característica tecnológica crucial no desenvolvimento da Internet. E essa abertura surgiu dessa cultura acadêmica, que divide suas descobertas com outros especialistas para aperfeiçoarem cada vez mais seu experimento. 

Algumas características são inerentes desse conjunto de valores, segundo o autor do livro A Galáxia da Internet, Manuel Castells:

* A coordenação de tarefas e projetos é assegurada por figuras de autoridade que, ao mesmo tempo, controlam recursos e gozam de respeito tecnológico e da confiança ética de seus pares;

* Para ser respeitado como membro da comunidade e como figura de autoridade, o tecnólogo deve agir de acordo com normas formais e informais da comunidade e não usar recursos comuns (conhecimento) ou recursos delegados (posições institucionais) para seu benefício exclusivo, além de partilhar bens como avanços das capacidades tecnológicas pelo aprendizado através da rede;

* A chave é a comunicação aberta do software e todos os aperfeiçoamentos resultantes da colaboração em rede. Sem essa abertura, membros da comunidade levariam adiante suas estratégias competitivas individuais e o processo de comunicação estacionaria estorvando a produtividade intelectual. 

criado por claudinhagiron    17:25 — Arquivado em: A Galáxia da Internet

A Cultura da Internet

Consideramos que cultura é um conjunto de valores e crenças que formam o comportamento.

A produção social é estruturada culturalmente e os sistemas tecnológicos são socialmente produzidos. Assim também acontece com a Internet.

Os criadores da Internet foram seus primeiros usuários, portanto a rede possuía os moldes de valores e crenças desses criadores. Hoje, devido a difusão, considera-se que existem duas classes de usuários: produtores/usuários e consumidores/usuários, que interagem alterando a Internet, deixando-a em constante modificação.

Podemos dizer que a cultura da Internet é caracterizada por uma estrutura de quatro partes: cultura tecnomeritocrática (pelo bem da tecnologia e formada por colaboração), cultura hacker (que defende a liberdade acima de tudo), cultura comunitária virtual (princípios sociais) e cultura empresarial (que não adotou simplesmente as comunidades, mas assumiu controle no poder dessa tecnologia).

Vamos avaliar nos próximos posts, como funcionam essas culturas: como são formadas, de que forma seus integrantes reagem e qual a contribuição desses valores para a Internet.

criado por claudinhagiron    15:49 — Arquivado em: A Galáxia da Internet

4.4.08

A História da Internet - O Começo de tudo..

A Internet teve início em 1969, com a criação da Arpanet, uma rede de computadores montada pela Agência de Pesquisa de Projetos Avançados (ARPA) - subdivisão do Departamento de Defesa dos EUA. Seu princípio teve o objetivo militar de proteger dados do governo durante a Guerra Fria. Os dois grandes países envolvidos nessa guerra reconheciam a importância do desenvolvimento da comunicação e a estratégia dos EUA era criar uma rede que descentralizasse as informações, caso uma base fosse destruída.

Porém, o Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT) e outras universidades começaram a trabalhar para a Arpanet e o projeto acabou mudando seus objetivos. A Arpanet passou a ser objeto de estudo dos técnicos de informática e teve uma grande participação em fins universitários. Por causa da dificuldade de administrar tantas bases, já que agora pesquisadores de diversas universidades podiam integrar o projeto, esse sistema foi dividido em dois grupos: bases militares e não-militares. Nascia uma nova cultura e o meio de comunicação de maior fenômeno do século.

A partir daí o projeto foi aberto para uma cooperação mundial, onde pesquisadores de todo o mundo recebiam os estudos já efetuados (o que eles chamam de "software de fonte aberta") e ajudavam a aperfeiçoá-los, tendo como obrigação devolver para toda a rede as novas descobertas.

Muitos jovens estudantes e experientes profissionais se empenharam na tarefa de desenvolver essa nova ferramenta, motivados por um desejo comum de implantar um sistema de sucesso pelo bem da sociedade. Não que eles fossem bonzinhos, mas além de contribuir para o desenvolvimento profissional próprio, cooperar com o projeto trazia status para esses técnicos.

A partir dessa cultura de cooperação, muitas técnicas e aperfeiçoamentos foram acrescentados ao projeto “Internet”, tornando-o funcional e muito bem estruturado.

MAPA DA ARPANET EM 1969

MAPA DA ARPANET EM 1971

criado por claudinhagiron    10:26 — Arquivado em: A Galáxia da Internet

25.3.08

Introdução a Galáxia

 

A Internet é um conjunto de redes de computadores interligados mundialmente por IP, que surgiu em uma época propícia, motivada pelo avanço tecnológico. Essas redes permitem troca de arquivos, de dados e acesso a informações.

Ela veio para mudar o nosso jeito de se comunicar, mas por ser uma ferramenta livre, ao usarmos nós também a modificamos. E essa constante transformação torna difícil estudos sociais e econômicos que possam fazer projeções ou avaliar o fenômeno Internet e onde tudo isso vai parar.

A Internet é a expressão de nós mesmos através de um código de comunicação específico, que devemos compreender se quisermos mudar. Porém, não foi só na vida pessoal que essa invenção interferiu. O comportamento empresarial também sofreu influências.

Negócios eletrônicos não são apenas o que chamamos de empresas “ponto.com”, mas também o uso da Internet de diversas formas dentro das empresas convencionais. Isso não significa só abrir novos negócios, mas uma inovação na forma de se trabalhar. O que mostra uma alteração de cultura na economia e nos negócios.

Por outro lado, se a Internet revolucionou as relações sociais, a comunicação e a economia, ela também influenciou outros campos, como a violência. Hoje, até as redes de corrupção e violência desenvolvem técnicas para atuar pela Internet.

Veremos, ao longo desse estudo, um pouco mais de detalhes sobre essa “galáxia da Internet”.

criado por claudinhagiron    23:29 — Arquivado em: A Galáxia da Internet

21.3.08

Grupo de Trabalho

Durante esse semestre faremos uma análise sobre o livro "A Galáxia da Internet", e os resultados serão postados nessa categoria. O grupo de trabalho é formado por:

Adriana de Souza
Claudia Giron
Daniela Ferreira
Elba Kriss
Luiz Gabriel Ribeiro
Mariana Lessa
Michele Maracaípe Gândara
Paloma Ayala
Rodrigo Pinto Suárez

criado por claudinhagiron    21:14 — Arquivado em: A Galáxia da Internet

9.3.08

A Galáxia da Internet - Apresentação

Do autor Manuel Castells. Segue abaixo uma apresentação tirada do próprio livro:

Manuel Castells é considerado o principal analista da Era da Informação e da Sociedade de Rede, já tendo sido qualificado pela revista inglesa The Economist como o primeiro e mais importante filósofo do ciberespaço. Neste livro, analisa a Internet como espinha dorsal das sociedades contemporâneas e da nova economia mundial, desvendando sua lógica, suas imposições e a liberdade que ela nos dá.

Ao longo de A Galáxia da Internet, Castells chama a atenção para as contradições criadas pela Internet: apesar de conectar grandes massas, exclui os que a ela não têm acesso; embora promovendo a partilha das informações e criando valores independentes da posição social do usuário, as interações virtuais e on-line também podem gerar isolamento.

De que maneira a Internet modela a organização dos novos negócios e remodela a organização dos mais antigos? Quais são as realidades do mundo digital? Como ela afetou a ordem social e cultural, a participação política, e a comunicação e a vida urbana?

Estamos lançados aqui no cerne das grandes questões atuais: se a tecnologia da Internet nos oferece os meios de coordenar tarefas e administrar situações complexas, por outro lado também subverte a ordem hierárquica que durante tanto tempo regulou nossa sociedade. No entanto, se as instituições, as empresas e a própria sociedade sofrem a ação da lógica da rede, também podem sobre ela atuar, transformando-a. Desse modo, é possível apropriar-se da lógica da rede para modificar os eventuais aspectos excludentes da Internet.

Os dois primeiros capítulos traçam a história da ascensão da Internet e fornecem uma breve descrição da cultura que surgiu a partir de seu uso generalizado. Do capítulo 3 ao 6 discutem-se os e-business, a nova economia, os conceitos de comunidade virtual e de sociedade em rede, ao mesmo tempo que se avaliam as saídas que a Internet abre – e as que fecha - para as atuações no plano da sociedade civil e da vida privada.

O capítulo 7 dedica-se à análise da multimídia, enquanto os capítulos 8 e 9 traçam a geografia da Internet e debatem a idéia de partilha virtual.

Finalmente, na conclusão, o autor lança o grande problema que ainda nos cabe enfrentar: se não reconstruirmos nossas instituições democráticas, não estaremos aptos a fazer face aos problemas criados pelas sociedades em rede.

De particular interesse aos estudiosos de economia, política e aos homens de nogócios, A Galáxia da Internet, tanto pela linguagem quanto pelas questões que debate, dirige-se ao público em geral.

criado por claudinhagiron    14:05 — Arquivado em: A Galáxia da Internet

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