Mídia e Poder - Claudia Giron

Discute sobre Mídia e Poder, orientado pelo Profº Dr. Dimas A. Künsch - “Somos todos prisioneiros, mas alguns de nós estão em celas com janelas, e outros sem.” (Khalil Gibran)

31.7.08

Conclusão

A princípio foi um grande desafio a Pós-Graduação. Trabalho com rádio e tv, faço pós em relações públicas, sou formada em publicidade e muitas vezes tive que discutir e repensar o jornalismo.. e até escrever como jornalista.

Acho que essa tem sido a grande graça do curso. Poderia ter escolhido qualquer especialização em publicidade ou marketing, mas acabei optando por me enfiar na comunicação como um todo. Isso tem enriquecido meu repertório e ampliado a visão. É o tal do pensamento epistêmico que tem me feito buscar conhecimento nas diversas áreas da minha área. Confuso? Não, infinito. Ver a mídia como cliente, vendedora, veículo, escritora.. Ora olhar as questões como consumidora, ora como comunicóloga, mas principalmente, manter a consciência de ser cidadã e parte do grande planeta azul.

Como o comportamento humano é complexo! Quanto poder oculto está espalhado (nas mãos de poucos)! Na faculdade aprendemos as técnicas de redação, os softwares gráficos, como iluminar, como fotografar, o que é estratégia, mas é na vida que podemos ver o reflexo de tudo isso. Muito trabalho, produção e.. pois é, e? Pra quê? Por quê? Todo esse tempo de estudo e dedicação para ser usado de que forma? Ajudando a construir ou usando talento para a destruição? O que estamos fazendo com nosso trabalho? Em que estamos contribuindo para uma humanidade sadia?

Foram ótimas as sextas que estivemos sob a orientação do Prof. Dr. Dimas. Me fizeram parar e olhar o mundo: que tipo de profissional eu quero ser? Ou melhor, que tipo de pessoa? Tudo que sei e sou, estou usando para o que?

Durante esse período questionamos a mídia, as empresas, os governos e muitos outros agentes sociais. Aprendi a olhar com mais cautela todos os ambientes e as informações que chegam a mim. Mas o principal mesmo foi que aprendi a ME questionar e tenho tentado exercitar muito isso. Como funciona e para que pode ser usada a mídia? Esse aprendizado tem sido um grande pilar para minha formação.

criado por claudinhagiron    11:30 — Arquivado em: Avaliação Final

Bibliografia

Essa é a bibliografia de algumas das idéias postadas neste blog. Sim, algumas. Porque o conhecimento vem de várias fontes, inclusive da experiência de vida. Mas essas são as obras chaves de todo o estudo postado aqui:

• SARLO, Beatriz. Cenas da vida pós-moderna. 3ª. edição, Rio de Janeiro: UFRJ, 2004.
• BURKE, Peter. Testemunha ocular: História e imagem. 1ª. edição, EDUSC, 2004.
• SARTORI, Giovanni. Homo Videns: Televisão e pós-pensamento. 1ª. edição, EDUSC, 2001.
• MACHADO, Arlindo. A televisão levada a sério. 1ª. edição, São Paulo: SENAC, 2000.
• CASTELL, Manuel. A galáxia da Internet: reflexões sobre a sociedade, os negócios e a sociedade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003.
• CHAUÍ, Marilena. Simulacro e poder. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2006.
• COSTA, Caio Túlio. “Por que a nova mídia é revolucionária”. Líbero IX, n. 18, dez. 2006, pp. 19-30.
• DEBORD, Guy. A sociedade do espetáculo. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997.
• HUXLEY, Aldous. Admirável mundo novo. 2ª. edição, Rio de Janeiro; Globo, 2001.
• LIMA, Venício A. de (org.). A mídia nas eleições de 2006. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2007.
• MORAES, Dênis de (org.). Por uma outra comunicação. Rio de Janeiro: Record, 2004.
• ORWELL, George. 1984. 29ª. edição, São Paulo: Editora Nacional, 2003.
• RAMONET, Ignacio. A tirania da comunicação. Petrópolis, Vozes, 1999.
• TOSCANI, Oliviero. A publicidade é um cadáver que nos sorri. 2ª. edição, Rio de Janeiro: Ediouro, 1996.
• BAUMAN, Zygmunt. Modernidade Líquida. 1ª. edição, Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001.
• MORAIS, Fernando. Chato, o rei do Brasil. 13ª. edição, São Paulo: Companhia das Letras, 1994.
• SACKS, Oliver. Um Antropólogo em Marte. 1ª. edição, São Paulo: Companhia das Letras, 2006.
• MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro. 2ª. edição, São Paulo: Cortez, Brasília: Unesco, 2000.
• KUNSCH, Dimas A. “Comprehendo, ergo sum: epistemologia complexo-compreensiva e reportagem jornalística”. Communicare 5, n. 1, 1º semestre 2005, pp. 43-54.
• KLEIN, Naomi. “Marcas globais e poder corporativo”. In: MORAES, Dênis de. Por uma outra comunicação. 2ª. Edição. Rio de Janeiro/São Paulo: Record, 2004, págs. 173-186.
• KELLNER, Douglas. A cultura da mídia. Bauru, SP: Edusc, 2001.
• MORIN, Edgar. A cabeça bem-feira: repensar a reforma, reformar o pensamento. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001.

criado por claudinhagiron    11:14 — Arquivado em: Avaliação Final

30.7.08

A Publicidade por uma Publicitária

"A filosofia por trás de muita propaganda é baseada na velha observação de que todo homem é na realidade dois homens — o homem que ele é e o homem que ele quer ser." (William Feather)

Amigos jornalistas, não se enfureçam comigo. Esse blog questiona a mídia em geral. Por isso, depois de levas de posts sobre jornalismo, enfim cheguei na publicidade.

Já falei sobre Oliviero Toscanni. Não gosto de extremamente todas as fotos dele, mas concordo em gênero, número e grau que os publicitários podem e devem utilizar a criatividade para educar e entreter, sem deturpar aquilo que realmente é valioso.

Afirmar veementemente que a publicidade é um monstro devorador de criancinhas talvez seja contraditório a tudo que foi dito nesse blog, e, conseqüentemente, ao que eu penso. Vejo e alerto sobre o grande poder que existe por trás da comunicação, porém, não concordo com sentenças extremistas. A publicidade, assim como a mídia no geral, é uma ferramenta que pode ser utilizada para o bem ou para o mal. Tudo depende de quem as usa.

Nós (comunicólogos) somos esse “quem”. Por isso não vou me limitar a criticar a mídia em tempo integral, acho que meu trabalho é mudar o que tenho visto de errado.

criado por claudinhagiron    18:07 — Arquivado em: Avaliação Final

Efeitos Publicitários

Foto: Oliviero Toscanni. Publicada em outdoor na cidade de Milão, durante a temporada de moda.

Em 1.945, foram abertos processos para condenar criminosos da Segunda Guerra Mundial, sob a acusação de crime contra a humanidade. Eles fizeram parte do pilar de ascensão do nazismo na Alemanha. Esse episódio foi chamado de Processo de Nuremberg.

Oliviero Toscanni, o polêmico fotógrafo italiano, propôs em seu livro um Processo de Nuremberg da Publicidade. Famoso por fotos que contestam comportamentos sociais, Toscanni aborda a publicidade como uma farsa que retrata belos sonhos por fora e conteúdo podre por dentro. Segundo sua obra, os consumidores pagam mais caro para financiar o espetáculo de imagens e mensagens corrosivas. Ou seja, são patrocinadores de seu próprio desgaste.

Oliviero questiona por que não usar a criatividade e as ferramentas de comunicação para colocar em xeque as falhas sociais e humanas? Sua grande batalha é mostrar que o mundo da publicidade não se limita a difundir produtos/serviços, mais que isso, tem como foco criar idéias e conceitos utópicos, se distanciando da realidade e debilitando cada vez mais a auto-estima, a compaixão e tornando pessoas depressivas e complexadas. Toscanni tenta mostrar, através de suas fotos, que é preciso resgatar valores humanos.

No link abaixo, segue um vídeo e textos de Oliviero Toscanni sendo entrevistado por célebres nomes da publicidade e mídia brasileira, como: Matinas Suzuki (TV Cultura), Francesc Petit (DPZ), Mario Cohen (Futura Propaganda), Manuela Carta (Carta Capital), Gioconda Bordon (Rádio Eldorado), Caio Túlio Costa (IG), Marco Antônio de Rezende (Vip Exame) e João Wady Cury (O Globo).

http://www.rodaviva.fapesp.br/materia/9/entrevistados/oliviero_toscani_1995.htm

criado por claudinhagiron    17:04 — Arquivado em: Avaliação Final

Carpe Diem

"Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco." (Charles Chaplin)

Foto, desenho, vídeo, outdoor, imagens… Na era da modernidade líquida, vivemos uma onda de mensagens midiáticas, submersos na pressa de agarrar valores fugidios.

Olhamos o mundo e o mar de espetáculos modernos, mas não vivemos nada. Tudo é fugaz. O que realmente nós vemos? Estamos expostos à tantas coisas diariamente.. e de todo esse universo, o que é profundo? O que ficará?

O verdadeiro sentido da vida não está em ver e sim no viver. É hora de parar, respirar, sentir, mudar… 

criado por claudinhagiron    10:39 — Arquivado em: Avaliação Final

29.7.08

Espiral do Silêncio

Essa é uma das teorias básicas da comunicação. Ela foi desenvolvida por Elisabeth Noelle-Neumann, uma socióloga alemã, nos anos 70.

É baseada na hipótese de que as pessoas tendem a se calar quando sua opinião é contrária à maioria. Esse fenômeno sufoca a diversidade e o pensamento epistêmico porque permite que apenas um ponto de vista (o de uma maioria) reine absoluto.

Nem sempre a maioria tem razão (eu arriscaria dizer que quase nunca). Calar-se apenas por pensar diferente estagna o desenvolvimento racional e dá poder a manipulação.

Existem momentos que devemos nos calar e refletir, mas se omitir sempre não é o caminho. O mundo precisa de novas idéias e de palavras contrárias à alguns pensamentos globais. Afinal, nada mais prazeroso que conhecer um assunto por diversos ângulos.

criado por claudinhagiron    17:57 — Arquivado em: Avaliação Final

Agenda Setting

Finalista do Big Brother, Nardoni, hotel de luxo em Dubai, Ronaldinho envolvido com travesti… Quantas vezes não fomos estimulados a comentar sobre esses assuntos mesmo sem ter o menor interesse neles? Quem nunca ouviu sobre isso no metrô, na rua, no trabalho?

Esse é o efeito da Agenda Setting, uma teoria sobre a comunicação de massa onde a mídia norteia o debate público, determinando os temas sobre os quais a sociedade discute. Ela foi desenvolvida por Mc Combs & Shaw, em 1972. Eles pesquisaram como a cobertura jornalística tem poder de definir a importância de um assunto, ou seja, as pessoas se baseiam se um assunto é importante de acordo com a visibilidade que ele tem na mídia.

A grande questão é que a mídia nunca coloca assuntos realmente importantes como tópico principal para a agenda setting, pois está sempre presa à questões políticas e defendendo interesses.

criado por claudinhagiron    17:32 — Arquivado em: Avaliação Final

Quarto Poder - Jornalismo Hoje

Depois de falar tanto sobre o poder das idéias nos dias de hoje, fica fácil destacar o que é o Quarto Poder. Todos sabem que o país é, oficialmente, regido por três poderes: Legislativo, Judiciário e Executivo. Porém, sabemos que o segundo maior é um quarto que não está nessa lista: a mídia (ou o jornalismo, mais especificamente).

Quem domina a nação (e porque não dizer o mundo?), perdendo apenas para a economia, é a comunicação. Ela quem difunde e emprega ideais, quem determina o que é importante dizer ou, além disso, como dizer.

Qual é o papel do jornalismo e como ele é exercido hoje? Quem fala? Como fala? Sobre o que fala? Sob a ótica de quem estamos observando e sabendo sobre o mundo?

Na seção de Dicas desse blog, tem a referência de um filme exatamente com esse nome: O Quarto Poder, que ilustra muito bem o tema.

criado por claudinhagiron    12:17 — Arquivado em: Avaliação Final

Modernidade Líquida

O tempo é veloz. É fugidio e intangível, voraz. É líquido, assim como a modernidade…

As grandes propriedades dos líquidos são a flexibilidade, a leveza e a velocidade. E essas também são as propriedades da modernidade que vivemos. Uma geração sem molde, mutante.

Após o período do ferro e das máquinas, entramos no mundo das idéias, reflexos de nossa sociedade imediatista onde o valor está naquilo que não se pode tocar. Zygmunt Bauman descreve como modernidade líquida um comportamento dinâmico, que enterra tudo que é sólido e imutável. Não há mais valor no que é quadrado, pré-determinado, congelado.

“assim, para eles, o que conta é o tempo, mais do que o espaço que lhes toca ocupar; espaço que, afinal, preenchem apenas ‘por um momento’ (Modernidade Líquida – Zygmunt Bauman 2001, p. 8).

Nos tornamos individualistas e perdemos os padrões sociais. Tudo é flexível, mutável, transportável. Buscamos uma liberdade que no fim pode ser apenas mais uma prisão.

criado por claudinhagiron    0:54 — Arquivado em: Avaliação Final

28.7.08

Marcas e Corporações

Com tantas marcas produzindo os mesmos produtos, é preciso criar um diferencial. A preferência é fazer com que os consumidores tornem-se fiéis - algo bem complexo diante de tantas possibilidades de escolha. Para isso, é interessante fazer associação com outras empresas que complementem a oferta de produto/serviço, para tornar a marca cada vez mais completa.

Isso altera o mundo das corporações. As empresas deixam de se preocupar com o produto e passam a cuidar apenas da marca (imagem). Novos tipos de negócios surgem: empresas terceirizadas que produzem sem nome e gestoras de recursos humanos para fornecer mão-de-obra.

Novamente caimos no tema: o grande bem mundial é a marca ou a idéia que ela transmite.

criado por claudinhagiron    23:15 — Arquivado em: Avaliação Final

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