Mídia e Poder - Claudia Giron

Discute sobre Mídia e Poder, orientado pelo Profº Dr. Dimas A. Künsch - “Somos todos prisioneiros, mas alguns de nós estão em celas com janelas, e outros sem.” (Khalil Gibran)

19.5.09

Festival de Inverno 2009

Prepare-se para o Festival de Inverno 2009

 

18 de julho de 2009, às 13hs
Parque das Árvores (Bosque Maia)
Av. Paulo Faccini, s/n – Guarulhos


Contato: festival.inverno@yahoo.com.br

 

Veja o que já rolou - http://www.youtube.com/watch?v=6ksvYg39fO8

criado por claudinhagiron    17:07 — Arquivado em: Sem categoria

14.5.09

Jovem, Mídia e Sociedade - Concorra a MP3

Painel de discussão: Jovem, Mídia e Sociedade - dia 16/05/2009


O Painel visa ouvir o que o jovem pensa sobre a mídia, e junto com eles direcionar os trabalhos do Projeto 1+1, que entre outras atividades tem o Festival de Inverno (apoiado pela Secretaria de Cultura de Guarulhos), e o Prefeitura nos Bairros (também pela prefeitura de Guarulhos), além do Rua Bonita, Tecnos pelo Esporte, em Cartaz e outras atividades. A orientação do debate fica nas mãos da Claudia Giron, publicitária e com experiência em mídias, e que atualmente trabalha no Canal de televisaõ SESCTV(mantido pelo SESC São Paulo).

A participação é gratuita e será sorteado um MP3.

Dia: 16 de maio

Horário: 17 hs

Local: Rua N. Sra de Fátima, 21 - Guarulhos

Informações / Contato: claudinhagiron@yahoo.com.br

criado por claudinhagiron    10:37 — Arquivado em: Sem categoria

23.10.08

Os Donos da Mídia

Um site está disponibilizando a maior base de dados sobre a comunicação no Brasil. O projeto foi iniciado por Daniel Hertz e tem James Görgen como um de seus continuadores.

O site mapeia os grandes conglomerados, os nomes dos concessionários de mídia e a manipulação do poder de informação, assim como, o envolvimento de políticos com esse monopólio. Vale muito a pena dar uma espiada nesse estudo.

http://www.donosdamidia.com.br/

criado por claudinhagiron    7:36 — Arquivado em: Sem categoria

20.10.08

Who Made Who?

Por: Thiago Zanetin

      A mídia manipula a demanda ou a demanda vê o que quer na mídia?
      Sou apaixonado por futebol. Tanto, que torcer só por um time, aqui no Brasil, não me basta. Arrumei mais um, na Itália: o Hellas Verona. Outrora campeão italiano (1984-85) o meu amado Hellas vive uma situação difícil, na Terceira Divisão, lutando para não ser rebaixado.
      Mas o time, a seu modo, reage. Busca vitória, tenta jogar futebol. Ultimamente conseguiu alguns triunfos, mas um jogo me deixou encafifado: uma derrota em Foligno, contra o Foligno, por 2×1. Ouvi o jogo poruma rádio de Verona, via internet. O narrador - o grande Roberto Puliero - foi categórico ao afirmar que o Verona teve um pênalti não marcado quando ainda vencia por 1×0, e que esse pênalti poderia ter definido o jogo a nosso favor.
      Eu não vi a imagem. Eu ouvi pelo rádio (aquele velho meio de massa) e via internet - o meio das massas rápidas e engajadas. Busquei o vídeo no Youtube: o lance não é exibido. Que sinuca de bico. O jeito é esperar para ler os jornais - via internet - no dia seguinte. 
      E lá fui eu para o site do L’Arena, o jornal de maior circulação em Veneto. Cliquei na sessão "Sport". Não sei se o(a) amigo(a) sabe, mas imprensa esportiva italiana é famosa por não ser imparcial: os veronese torcem muito para o Verona. Enfim, li a matéria principal. Algo como "Hellas perde. Decisivo o árbitro". O texto é uma sucessão de argumentos: pressão da torcida caseira; pressão na equipe de casa, que não ganhava há quase 1 mês; uma derrota não prejudicaria tanto o Verona, já que seus adversários diretos perdiam.
      A matéria me convenceu de que o Hellas foi prejudicado. Para não ser injusto, porém, procurei um jornal de Foligno. Deu um trabalho, mas encontrei. Matéria principal: "Foligno vira o jogo" (claro que não nessas exatas palavras). Li a matéria: destacaram que foi um resultado normal, afinal o Foligno está na parte de cima da tabela e o Verona na de baixo. Nem citaram o tal pênalti.
      De alguma forma, fiquei inclinado a acreditar no que me diziam os meus, veronesi. E essa impressão me foi ainda mais reforçada depois que li, no di seguinte, uma matéria com Malesani - último técnico do Verona na Série A - sobre outro árbitro, que prejudicara seu time atual, o Empoli, na elite. "Este senhor já me fez cair uma vez", disse Malesani, obviamente se referindo a seu período no Hellas.
      Concluí, então, que o Verona é uma vítima das arbitragens, e usei isso como mote para justificar nossa situação difícil.  Concluí, ou os jornais concluíram? Concluí, ou os jornais concluíram por mim? Concluí o que os jornais queriam ou concluí o que eu quis, com base em alguns fatos dos jornais?
      Ainda fico me indagando isso. E ficarei sempre, quando lembrar da cara de bobo que fiz quando vi o lance da discordia, no vídeo (enfim) liberado no Youtube: não houve nada. Nenhum pênalti. O Foligno não foi senhor do campo, mas fez sua vitória com competência. O Hellas esteve bem, mas não fez o suficiente para ser o vencedor.
      Veria esse vídeo ainda dezenas de vezes, procurando uma mão, um empurrão, uma falta, um puxão de camisa. Nada.
      Dei o braço a torcer, muito a contra-gosto. Será que eu fui manipulado ou eu mesmo manipulei as informações que recebi das mídias para formar minha versão dos fatos?
      Desde a Escola de Frankfurt, muitos teóricos discutem a mídia. Na época de nossos amigos tedescos a mídia era encarada como uma forma de comunicar para massas, e as massas eram homogêneas, ou seja, responderiam todas da mesma forma a um mesmo estímulo. Um conceito claro de manipulação que chegaria, mesmo, à eliminação da personalidade e à simplificação das individualidades (complexas por natureza).
      A mídia cresceu, apareceu; mas, sobretudo, se organizou. A mídia é, sim, uma organização, um negócio, que visa lucro. Hoje, tudo é mídia. Aquela lata de lixo, na rua, virou um suporte para vender Responsabilidade Social ou Cidadania, por exemplo. O rádio se popularizou de tal forma que foi segmentado até em comunidades carentes - e com estúdios próprios. Os jornais que chegaram ao Brasil com tanto atraso hoje tem versões citadinas ou atpe bairrísticas. Nem no metrô podemos deixar de assistir TV. Nem no ônibus podemos não ler um cartaz.
      Perceba que estamos expostos a uma carga tão grande de informações que, num dado momento, teremos de linkalas aos nossos interesses, ou ao modo como gostaríamos que acontecesse. É o caso do pênalti de Foligno. Não foi - a imagem mostrou. Mas eu gostaria muito que tivesse sido, porque o Hellas precisava dos pontos. E o meu desejo de ter acontecido é de tal proporção que eu me cerco de todo o tipo de informação, de todo o tipo de lugar ou suporte, para justificar a minha visão.
      Quando ouvi o narrador da radio, desenhei uma imagem em preto e branco na minha cabeça. Um pênalti com um pouco de ruído. Quando li os jornais, falei com torcedores e visitei entrevistas e outros fatos, conclupi o que quis.
      Óbvio que estamos lidando com meios de trasmissão de mensagem altamente opinativos e que o L’Arena pode ter convencido muita gente de que o Verona foi prejudicado. Mas será que não era exatamente isso em que essa gente toda queria acreditar? Será que a mídia não foi um ombro de lamentações e disse o que essa pessoa gostaria de ouvir para poder sustentar sua tese - ainda que, no íntimo, soubesse que estava errada.
      Afinal, quem manipula o que, nessa história? Chego à conclusão de que nós somos mais poderosos que a mídia. Nós damos dinheiro e assunto para a mídia e podemos, a nosso gosto e prazer, consumi-la - de acordo com nosso grau de interesse.

criado por claudinhagiron    13:46 — Arquivado em: Sem categoria

5.9.08

Cinema - Win Wenders

"Todo filme, toda cena é um gesto em direção ao mundo e a alguém. É um estender as mãos e se comunicar. Não há nada mais interativo do que o cinema. Tudo é um convite para adentrar a esfera do outro."  

(Win Wenders)

criado por claudinhagiron    18:01 — Arquivado em: Sem categoria

6.8.08

Blog Corporativo

Discuti diversos tipos de mídia no decorrer do blog, mas ainda falta falar daqueles que representam os “pequenos poderes”.

Sobre a grande mania de escrever blogs não é preciso comentar, visto que esse aqui é um resultado dessa invasão no mundo acadêmico. O que quero chamar atenção é sobre como as empresas descobriram o blog e o utilizam como ferramenta de relacionamento com os clientes.

A principio é um meio barato e eficiente de divulgar ações e ideais corporativos, mas o grande risco mora na interatividade. Assim como pode ser usado para aproximar as idéias dos clientes e criar um ambiente atrativo, algumas empresas sofrem com a exposição de falhas e casos de problemas com atendimento.

Para a área de comunicação organizacional é uma excelente ferramenta, desde que a corporação tome o devido cuidado para não ter motivos de ser “malhada em praça pública”.

Um grande exemplo de blog corporativo bem sucedido é da Natura, que usa como ferramenta para aproximar as consultoras: http://www.blogconsultoria.natura.net

Vale a pena estudar bem a estratégia antes de lançar o nome da empresa numa linha de frente.

criado por claudinhagiron    16:51 — Arquivado em: Sem categoria

29.7.08

O Tempo…

Tempo é aquilo que o homem está sempre tentando matar, mas que no fim acaba matando-o.

(Herbert Spencer)

criado por claudinhagiron    0:30 — Arquivado em: Sem categoria

28.7.08

Abandonamos nossas personalidades para entrarmos em uma era de consumo de imagens.

criado por claudinhagiron    22:33 — Arquivado em: Sem categoria

23.7.08

Janela da Alma

O documentário "Janela da Alma", foi uma das referências para o artigo que escrevi "Um olhar sobre a visão". Não poderia deixar de compartilhar essa belíssima obra. Segue o trecho inicial e o restante pode ser encontrado na mesma página.. vale a pena!!

http://br.youtube.com/watch?v=ly8NORlsKt8

criado por claudinhagiron    21:30 — Arquivado em: Sem categoria

Um olhar sobre a visão…

Esse é um artigo que escrevi para uma matéria da Pós. Ficou grande para o blog, mas achei que tem muita relação com os próximos posts e resolvi publicar. É um estudo sobre o olhar:

"Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara” - José Saramago.
É comum pensar que ver é o ato de mirar os olhos em um alvo, mas será que é apenas isso que compreende enxergar?

Para as pessoas, ver pode ser algo natural e inconsciente, o que faz com que não reflitam sobre o assunto.
Nos cegos, a parte do cérebro que é destinada à visão pode ser substituída por outros sentidos, que serão mais desenvolvidos para suprir a falta da percepção visual. A pessoa que nasce cega tem essa substituição de uma forma quase que natural, uma vez que ainda vai construir sua percepção de mundo. Já aqueles que perdem a visão após um tempo de vida, precisam se readaptar, o que exige um grande aprendizado e esforço. São esses os casos que tornam clara a complexidade do assunto.

Os diretores João Jardim e Walter Carvalho entrevistaram dezenove personalidades que falam sobre as deficiências visuais e o que engloba o olhar. Esse trabalho resultou no documentário “Janela da Alma”. O título foi inspirado na frase de Leonardo Da Vinci: “O olho é a janela da alma, o espelho do mundo”. O filme relata as dificuldades e habilidades de pessoas que perderam parte ou totalmente a visão, como elas lidam com a falta desse sentido, as mudanças de identidade, quais são as emoções que envolvem a transformação da realidade e como isso se dá com cada pessoa. É durante os relatos que o documentário transparece o quanto o repertório pessoal influencia na forma de olhar e perceber a vida.

Oliver Sacks, um neurologista e antropólogo inglês, sabe contar de forma descontraída as histórias de seus pacientes. Em “Um Antropólogo em Marte”, ele descreve a trajetória de Virgil Adamson, um homem que voltou a enxergar após 40 anos de cegueira. Ele mostra que olhar ultrapassa o ato de ver, pois mais que abrir os olhos, Virgil teve que aprender a enxergar, fazer relações e distinguir semelhanças e diferenças. E foi exatamente nesse ponto que enfrentou dificuldades. Faltava para ele a habilidade de reconhecer aquilo que era visto. Como não possuía um referencial, ele não conseguia relacionar o que via, pois não havia moldes para identificação.
Virgil e outros pacientes deram provas de que a percepção capta um composto de cores, formas e movimentos, mas a interpretação para entender o que é visto é um processo cerebral que precisa ser aprendido e desenvolvido. Para os bebês, essa é uma reação espontânea, porém, nos adultos, o ato de ver tem ligação com os registros culturais que a pessoa carrega durante a vida, pois o cérebro faz correlações aos estímulos visuais. Assim como alguém que fica cego precisa se adaptar para entender o mundo sem os olhos, aqueles que eram cegos e começam a enxergar, precisam aprender a ver.

Ao avaliar esses materiais é possível concluir que os indivíduos não percebem exatamente as mesmas informações ao ficarem expostos a uma mensagem, principalmente quando ela é visual. Cada um terá uma forma de receber, entender e classificar uma mesma mensagem. Isso significa que o observador de uma imagem não é apenas um observador, mas alguém que identifica de uma forma única (de acordo com seu histórico de vida) e compreende com suas particularidades a narrativa da figura, porque a visão é uma construção cultural. Uma situação que exemplifica esse cenário é a reação de diferentes pessoas ante a uma exposição de arte. Dependendo de seu repertório, ela terá uma impressão e uma conclusão sobre aquilo que está vendo. Ainda nesse caso, pode-se identificar uma outra interpretação através de expectativas ou do mito que uma obra de arte ganha ao se tornar conhecida. A obra de Leonardo Da Vinci, "Mona Lisa" (ou La Gioconda), famosa pelo enigmático sorriso retratado e pela destreza da técnica de esfumato, exposta atualmente no Museu do Louvre, em Paris, é conhecida mundialmente e recebe diversas contribuições de mitos em seus pontos de difusão. Alguns lhe atribuirão tristeza, outros serenidade e há também aqueles que acrescentam uma gravidez à personagem. O fato é que a cultura a qual o homem é exposto interfere na interpretação daquilo que ele está vendo. E essa é uma prova de que os meios de comunicação não são capazes de manipular irrevogavelmente as pessoas, como muitas teorias tentam sustentar. Todo indivíduo tem um “eu” que o torna ímpar a qualquer outro.

Em seu artigo “A educação do olhar: A atitude participativa do leitor na fruição de imagens e as diferenças de gênero”, o Profº Dr. Carlos Roberto da Costa escreve que um leitor, tanto visual como verbal, acrescenta significados às linguagens após esse processo de identificação e compreensão das mensagens. Entre as citações está Lorenzo Vilches, na qual ele aborda que um leitor possui competências que são resultados de uma educação do olhar. Para "ver" e enxergar uma nova imagem, como uma foto, por exemplo, um adulto passa por um processo que vai do reconhecimento, onde ele identifica os elementos presentes na figura que lhe são familiares, até chegar na interpretação daquele conjunto, contextualizando as partes identificadas num todo. A foto exerce seu papel de mensagem, mas compete ao observador acrescentar um sentido para aquela imagem. No caso da publicidade, a narrativa da foto é criada por um comunicador para transmitir uma informação, que deverá ser decifrada e reconhecida por um leitor.

criado por claudinhagiron    20:57 — Arquivado em: Sem categoria

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